Uma estimativa do sequestro de carbono por árvores de mangue no rio Boturoca – Erika Viveiros Beltran, Bruno Otero Sutti, Elias Lourenço Gonçalves, Fábio Coelho Reis, Walter Rogério Lira Oliveira, Fabio Shaeffer, Matheus Mano Clara, Fabio Giordano, Walter Barrella

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Resumo

Os manguezais desempenham um papel importante no bombeamento de carbono da atmosfera para o oceano e podem regular a concentração de gases de efeito estufa (GEE). A pressão sobre esse ecossistema se intensificou nas últimas décadas, o que compromete os importantes serviços econômicos e ambientais que eles fornecem. Uma floresta de manguezal em São Vicente, foi utilizada no cálculo da biomassa vegetal, a fim de determinar a quantidade de carbono armazenada nas árvores durante o período de um ano e compará-la com a taxa de emissões de GEE pelo escapamento de um automóvel popular. Para tanto, delimitaram-se seis parcelas de 100 metros quadrados, na margem direita do Rio Boturoca, onde foram identificadas todas as árvores das espécies Rhizophora mangle, Laguncularia racemosa e Avicennia schaueriana, e medidos: circunferência à altura do peito (CAP) e altura das árvores. Os resultados mostraram que seriam necessárias 47 árvores de manguezal para absorver os gases de efeito estufa emitidos por um único carro. Considerando a frota atual de veículos da cidade de São Vicente, a quantidade de carbono emitida já ultrapassou a capacidade de suporte dos manguezais em reter esse carbono.

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