LEVANTAMENTO ETNOBOTÂNICO DA VILA DA PRAINHA BRANCA, MUNICÍPIO DE GUARUJÁ, SP

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Paulo Sampaio
Roberta Roveri
Natalia dos Santos Peres

Resumo

No Brasil, há uma crescente necessidade de produzir estudos relacionados à etnobiologia, valorizando os saberes tradicionais com o objetivo de registrá-los e evitar sua perda, já que muitas comunidades tradicionais têm sofrido interferências da evolução tecnológica e cultural devido à proximidade com o universo urbano-industrial. Foi realizado um levantamento das espécies de plantas nativas e exóticas utilizadas pela comunidade da Vila Prainha Branca, visando preencher uma lacuna na área de etnobotânica para essa localidade. Foram identificadas 94 espécies, distribuídas em 78 gêneros e 48 famílias de plantas úteis, das quais 48 (52%) são nativas e 43 (47%) exóticas, sendo que 18 dessas últimas (20%) estão naturalizadas no país. A maioria das espécies foi encontrada nos quintais das residências (84%), e a família mais representativa foi a Myrtaceae, com 12 espécies. As folhas foram o órgão vegetal mais utilizado, seguidas pelos frutos. Entre as 15 categorias de uso registradas, destacaram-se a alimentação e o uso medicinal, sendo a erva-de-Santa-Maria (Chenopodium ambrosioides) a espécie mais citada. Moradores mais antigos relataram a percepção de um desinteresse crescente dos jovens pelos saberes tradicionais.

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