A introdução de sementes “terminator” no Brasil e o princípio da notificação legal ambiental Wanda Shumann Racanicchi, Robson Bastos da Silva, Fabio Giordano, Marcos Tadeu Tavares Pacheco
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Resumo
Este trabalho aborda o questionamento ético sobre a falta de conhecimento técnico e científico para entrada hoje no Brasil de sementes terminator, chamadas de suicidas, uma vez que não se pode sequer comprovar a segurança do uso dessas sementes. Cada vez que avançamos na ciência e tecnologia, surgem necessidades de maior avanço nas áreas que dizem respeito à vida humana e se torna fundamental a proteção da biossegurança das leis para o bem viver e viver. Não há estudos adequados e comprovados sobre esse tema e a única certeza é que se tem opiniões divergentes sobre os riscos da manipulação de plantas e se podem causar problemas à natureza e à saúde humana. Deve ser colocada como essencial, quando se fala em questão terminator discutida atualmente no Congresso Nacional do Brasil, a lembrança do Princípio da Precaução proposto na Conferência Rio 92. Há também uma moratória sobre essa tecnologia assinada em 2000 em Cartagena e protegendo a biodiversidade, nota-se a necessidade urgente de rejeitar essas sementes, para evitar danos futuros, pois os resultados das pesquisas atuais sobre o tema ainda não podem ser avaliados com certeza. Preservar a natureza e a alimentação saudável é um direito humano na busca ética de uma melhor forma de viver.