Utilização de Tradescantia pallida purpurea como bioindicadora de agentes tóxicos na água Natália Barreto dos Santos, Claudia de Moura, Ana Beatriz Carollo Rocha-Lima, Débora-Jâ de Araujo Lobo, Paulo Hilário Nascimento Saldiva, Luciana Bizeto
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Resumo
A poluição chegou de forma gradativa no início e atualmente aumenta de modo acelerado em um dos rios mais importantes para os paulistanos, o Rio Tietê. O uso de bioindicadores permite avaliar e caracterizar a saúde do meio ambiente proporcionando um conhecimento mais preciso da qualidade ambiental. O objetivo do presente estudo foi analisar e comparar a toxicidade de uma amostra de água coletada no rio Tietê na cidade de Cabreúva, na divisa com Araçariguama, estado de São Paulo, comparando-a com os controles positivo, branco e negativo, utilizando a espécie Tradescantia pallida purpurea como bioindicadora da qualidade de água. Para isso, foram coletadas aproximadamente 20 hastes da espécie de planta Tradescantia pallida purpurea para a realização de um controle positivo, branco e negativo. As hastes, ou “cuttings”, foram colocadas em água de torneira constituindo a fase adaptativa e foram transferidas posteriormente para os controles e para a amostra de água coletada do rio Tietê, lá permanecendo por 8 horas. Após esse período, foram transferidas novamente para água de torneira caracterizando o período de recuperação. Dez lâminas com as inflorescências foram preparadas para cada amostra de água coletada e foi realizada a contagem dos micronúcleos existentes em 1200 células, comparando-as posteriormente com os controles positivo, branco e negativo. Constatou-se alta prevalência de micronúcleos na amostra experimental em relação aos outros controles, inclusive ao positivo (formol). A frequência de micronúcleos encontrados na amostra experimental, comparada com os controles, indica uma alta prevalência de substâncias tóxicas na água analisada.