Ocorrência e aspectos biológicos da lula-breve Lolliguncula brevis no estuário de São Vicente-SP, sudeste do Brasil. Teodoro Vaske, Jesica Muniz dos Santos Knoeller, Marcela Coffacci de Lima Viliod
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Resumo
A estrutura populacional e as influências ambientais para a lula-breve-do-atlântico Lolliguncula brevis (Blainville, 1823) foram estudadas no estuário de São Vicente, sul do Brasil, entre setembro de 2009 e abril de 2010. As amostras foram obtidas por uma rede de arrasto de camarão de 7,5 m de comprimento com 15 mm na rede principal e 10 mm na gaveta que cobriu oito estações de amostragem, quatro na área estuarina e quatro na área marinha, em profundidades entre 2,5 e 14,3 metros. Um total de 1.252 cefalópodes foram capturados, todos eles Lolliguncula brevis . As ocorrências foram notavelmente marinhas, sendo apenas três espécimes coletados no estuário. Os comprimentos do manto de 757 espécimes variaram entre 9 e 72 mm. A relação comprimento-peso para a espécie foi obtida para 277 indivíduos de ambos os sexos resultando em WT = 0,0005094 MT 2,44 (r 2 = 0,8974), com a maioria dos estágios de maturação sexual representados por maduro e em maturação para 33 machos e 43 fêmeas analisados, ambos maduros quando maiores que 50 mm ML. A presente pesquisa mostrou que L. brevis é um importante componente do ecossistema costeiro na Baía de Santos-São Vicente, presente em maior abundância durante o verão na área marinha e virtualmente ausente no estuário, onde prováveis causas de predação, profundidade do canal e poluição podem influenciar a distribuição populacional.