Avaliação preliminar da floresta urbana na região da Pinheira, Palhoça – SC, Brasil Vladimir Stolzenberg Torres
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Resumo
Como regra geral, tem-se que a vegetação urbana se constitua de espécies que, seguindo conceitos clássicos, sejam consideradas como nativas e/ou exóticas, embora esta questão deva ser considerada irrelevante no âmbito de um ecossistema artificial. Com isto, o estudo inventariou as espécies ocorrentes em áreas privativas, no centro urbano da Pinheira, município de Palhoça (SC), identificando espécies arbóreas aí presentes suas interrelações. Foram, então, inventariados duzentos e cinquenta e dois indivíduos, compreendendo sessenta morfoespécies, compreendendo vinte e oito famílias, sendo a mais representativa Arecaceae com oito morfoespécies, seguida de Myrtaceae e Fabaceae, respectivamente com sete e seis morfoespécies. O Coeficiente de Mistura de Jentsch, usado para expressar a composição florística medindo a intensidade de mistura das espécies, gerou um quociente de 0,2381 ou 1:4,2, ou seja, existem, matematicamente, em termos médios quatro indivíduos de cada espécie. Ao realizar a ocupação do espaço geográfico, com isto gerando o processo urbano, o ser humano traz consigo novas espécies vegetais que antes não existiam, sequer na região, com isto criando paisagens – “florestas humanas” – que pouco ou nada se assemelham a paisagem natural e original da região!