BIOLOGIA REPRODUTIVA DE Antigonon leptopus HOOK. & ARN. (POLYGONACEAE) NO PARANÁ, BRASIL Nicholas A. Belliveau, Gustavo H. S. Pereira, Douglas Galhardo, Amanda do Carmo
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Resumo
A morfologia floral e a biologia da polinização de Antigonon leptopus são pouco compreendidas. Esta planta hermafrodita exibe protandria, quando a fertilidade masculina precede a feminina. Este estudo compara as características reprodutivas de três populações de A. leptopus no Paraná, Brasil, com aquelas descritas na literatura. Os visitantes florais da planta também foram listados e seus comportamentos comparados. Características florais variáveis (por exemplo, diâmetro do perianto, número das tépalas) foram quantificados. Foram realizadas descrições gerais dobre a morfologia e protandria. As identidades taxonômicas dos visitantes florais, a duração e frequência de suas visitas foram registradas. Observou-se merosidade variável, uma novidade morfológica, com 4 ou 5 tépalas e 7 ou 8 estames por flor. As médias dessas variáveis quanto a altura e diâmetro do perianto foram inferiores aos valores preconizados pela literatura, de acordo com os testes t de Student. A protandria foi observada em três fases (cronologicamente: masculina, hermafrodita, feminina), ao contrário das fases masculina e feminina da literatura. PERMANOVAs mostraram que, ao longo do dia, as assembléias de visitantes diferiram não entre flores em diferentes fases, mas entre populações. Os testes de HSD de Tukey demonstraram que certas abelhas (por exemplo, Apis mellifera, Scaptotrigona sp.) faziam visitas curtas e frequentes, enquanto as abelhas halictídeos faziam menos visitas porém mais demoradas. Além disso, este estudo apresenta novas observações da morfologia floral e protandria em Antigonon leptopus, que diferem do que foi descrito anteriormente. Nossos resultados, juntamente com novos dados de visitantes florais, pode ajudar a entender como essa planta exotica introduzida pantropicalmente continua a persistir fora de sua área natural.