Composição e estrutura da comunidade de peixes de duas praias sob o mesmo tipo de pressão antrópica, litoral de São Paulo, Brasil. Marcos Rodrigues da Costa

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Resumo

A hipótese testada foi que praias sob o mesmo tipo de descarga de pressão humana (orgânica) suportam a mesma estrutura de assembleias de peixes. Foram realizadas coletas mensais de peixes nas praias de Ubatuba e Caraguá utilizando rede de arrasto de praia. Os padrões de similaridade sazonal e espacial entre as praias foram determinados pela análise de agrupamento e pela análise de similaridade ANOSIM. Foram coletados 1721 indivíduos pertencentes a 58 espécies na praia de Ubatuba. Trachinotus carolinus , Diapterus rhombeus , Anchoa tricolor , Anchoa januaria e Oligoplites saliens foram as espécies mais abundantes. Já na praia de Caraguá foram capturados 1228 peixes distribuídos em 59 espécies. Oligoplites saliens , Chloroscombrus chrysurus , Larimus breviceps , Trachinotus carolinus , Genidens genidens e Harengula clupeola foram as espécies mais abundantes. Diferenças significativas foram observadas entre as praias em relação ao número de indivíduos e diversidade. Além disso, a riqueza e a diversidade também diferiram sazonalmente. A análise de cluster separou as assembleias de peixes no espaço e no tempo, com a presença de dois grupos: primavera/verão e outono/inverno. O ANOSIM demonstrou que as composições das assembleias de ambas as praias são diferentes. As curvas ABC confirmaram o estado de instabilidade para ambas as praias permitindo inferir que o fator de carga orgânica, comumente despejado nesses ambientes, poderia influenciar a estrutura das assembleias. A hipótese nula foi rejeitada devido às diferenças entre as assembleias de peixes, confirmadas pelo conjunto de análises utilizado.

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