O papel do ATP na epilepsia do lobo temporal Diego Marques Moreira

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Resumo

A epilepsia afeta cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, sendo a Epilepsia do Lobo Temporal (ELT), o tipo mais comum, compondo cerca de 40% dos casos relatados e apresentando 70 a 80% de crises parciais complexas originadas no lobo temporal, principalmente na região do hipocampo e amígdala. Dos casos de ELT, aproximadamente 25% são pacientes que apresentam crises que não podem ser controladas por medicamentos antiepilépticos, ou seja, são casos refratários. Assim, em diversos estudos, buscam-se alternativas que possam substituir a situação atual em alguns casos, os refratários, dentre a diversidade de pesquisas sobre o tema encontram-se pesquisas com receptores purinérgicos do tipo P2X7. Um grupo de estudos sobre a incidência da expressão de P2X7 (P2X7r) em modelos experimentais de múltiplas doenças neurológicas degenerativas incluindo epilepsia, outro estudo que teve um aumento significativo de P2X7 em cérebros de camundongos logo após o status epilepticus (SE) induzido por pilocarpina ou ácido caínico sustentando a hipótese da participação de P2X7r de postes neurodegenerativos apresentados na epilepsia. Outro estudo mostra que o antagonismo dos receptores P2X7 com Brilliant Blue G (BBG) foi capaz de desencadear morte neural por status epilepticus (SE). Este trabalho tem como objetivo revisar artigos e fornecer informações de vários estudos sobre o papel do receptor P2X7 na epilepsia. É um trabalho de revisão e como método utiliza buscas feitas em obras literárias físicas bem como bases de dados bibliográficas (Pubmed e Scielo). Este estudo mostra que o efeito anti-inflamatório e antiapoptótico através do bloqueio de receptores do tipo P2X pode ser um alvo futuro para o tratamento de pacientes epiléticos refratários aos tratamentos convencionais atuais. A ação neuroprotetora pode ser crucial para a proteção em crises, com possível abertura para o uso de bloqueadores de receptores concomitantemente aos tratamentos já em andamento. Conclui-se que, embora vários estudos mostrem relações entre receptores P2X7 e epilepsia, ainda há necessidade de mais estudos sobre o assunto para esclarecer os efeitos fisiológicos e patológicos desses receptores.

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Artigos