O USO DOS FITOTERÁPICOS COMO ADJUVANTES NO TRATAMENTO DE ALZHEIMER Bianca Carrai Loureiro, Julia Justino Nardis de Oliveira, José Eduardo Pandini Cardoso Filho
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Resumo
A doença de Alzheimer (DA) é uma demência de curso indicioso, isto é, começa com sintomas leves que progridem com o tempo, levam a distúrbios cognitivos, mudança de personalidade e ao comprometimento de atividades básicas diárias. A D.A precoce, conhecida como FAD (Doença de Alzheimer Familiar) é a forma mais rara da doença, representa de 1% a 6% dos casos registrados de D.A, surgindo antes dos 60 anos de idade por conta de um forte componente genético que se dá através da transmissão mendeliana autossômica dominante. No Brasil, cerca de 1,2 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência, 100 mil novos casos são detectados por ano e ao redor do mundo o número chega a 50 milhões de pessoas. Segundo estimativas da Alzheimer’s Disease International (ADI), os números poderão chegar a 74,7 milhões em 2030 e 131,5 milhões em 2050, devido ao envelhecimento da população. Esse cenário mostra que a doença caracteriza uma crise global de saúde que deve ser enfrentada. Muitos pesquisadores buscam tratamentos alternativos para auxiliar os pacientes portadores de D.A. A fitoterapia é uma prática milenar que utiliza plantas medicinais e parte delas, bem como, folhas, frutos, sementes, raízes, óleos e extratos, para promover a saúde e amenizar os sintomas. Muitas publicações são encontradas em fitoterápicos, sendo também conhecidas por metabólitos secundários. Os metabólitos secundários possuem diferentes classes e apresentam diferentes funções para as espécies vegetais. As principais classes apresentadas são os terpenos, saponinas, e flavonoides que possuem funções extremamente importantes para o tratamento e interrupção da doença. O presente estudo tem como objetivo demonstrar a eficácia do tratamento com fitoterápicos em pacientes com Alzheimer e enfatizar que o uso de plantas como alternativa promove uma melhoria na qualidade de vida do paciente. Foram escolhidas 3 plantas de diferentes famílias, sendo elas Ginkgo biloba, Panax ginseng e Curcuma longa, para a avaliação em relação à saúde dos pacientes com D.A.