A INSERÇÃO DA AYAHUASCA COMO ALTERNATIVA PARA O TRATAMENTO DA DEPRESSÃO Daphne Seguro e Silva, Felipe Conceição Luz, Jenniffer Aparecida Barros Esposito, José Eduardo Pandini Cardoso Filho
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Resumo
Madrecita, Ayahuasquita, madre, Yagé ou Liana dos Mortos, são palavras que podemos usar para batizar a Ayahuasca. Esta erva tem ação farmacológica antidepressiva, além do potencial terapêutico que demonstrou quando comparada a outros antidepressivos em estudos preliminares realizados na Universidade Federal de Medicina de Ribeirão Preto (SP). A planta pode ser utilizada no preparo do chá com cipó Jagube, que é escaldado feito com as folhas de outra planta, a Psychotria viridis, também conhecida como chacrona. As espécies frequentemente utilizadas são a Banisteriopsis caapi, que tem como princípios ativos as betacarbolinas (harmina, harmalina e tetra-hidroharmina) e a Psychotria viridis, que tem como princípio ativo a dimetiltriptamina (DMT – também conhecida por seus efeitos alucinógenos). Esses compostos atuam na manutenção do nível de serotonina no cérebro, neurotransmissor que proporciona ao indivíduo sensações de bem-estar, regulando o humor e a sensação de saciedade, expressando assim o potencial terapêutico e farmacológico antidepressivo, conforme verificações de dados apresentados em artigos acadêmicos sobre estudos em humanos e roedores. Os resultados mostram a viabilidade de inserir uma opção de tratamento alternativo para a depressão, uma patologia comumente encontrada, mas grave, que interfere na vida diária. Dessa forma, por meio dos dados disponíveis no Google Acadêmico e Scielo, avalia-se o perfil de uso, componentes da Ayahuasca como harmalina, harmina, tetra-hidroarmina e DMT, enfatizando efeitos farmacológicos e mecanismo de ação, contraindicações, efeitos colaterais e toxicologia, bem como análise dos resultados e comparação com outros antidepressivos já existentes por meio dos fluxogramas apresentados.