GUILDAS TRÓFICAS DE FORMIGAS COMO INDICADORAS BIOLÓGICAS DA QUALIDADE AMBIENTAL EM ÁREAS DE RECOMPOSIÇÃO FLORESTAL NA AMAZÔNIA Elke Hellem Fernandes Matias, Kivia Leticia dos Santos Reis, Clarissa Mendes Knoechelmann, Felipe Fernando da Silva Siqueira

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Resumo

O presente estudo examinou a qualidade de áreas de recomposição florestal com predominância de Bertholletia excelsa, usando a comunidade de formigas como modelo de avaliação. Destacando o uso de formigas e guildas tróficas como bioindicadores das condições ambientais destes ambientes. Foram amostradas 4.643 formigas, distribuídas em 7 subfamílias. As formigas foram classificadas em 8 guildas tróficas. A riqueza e a abundância de guildas tróficas foram influenciadas pela idade de abandono das áreas, presumindo que a paisagem das áreas de recomposição apresenta um cenário de vegetação homogêneo, o que resulta em uma baixa diversidade de recursos alimentares, favorecendo a ocorrência de guildas generalistas. Assim, nossos resultados indicam que idade de abandono das áreas (dois e um ano) não foi suficiente para alcançar o equilíbrio ambiental, visto que o tempo ideal abordados em estudos é 10 a 50 anos para as áreas se aproximarem ao equilíbrio ambiental em florestas tropicais úmidas. Por fim, o uso de guildas tróficas em conjunto com aspectos biológicos das formigas e a estrutura do habitat permitem identificar padrões de manutenção e funcionamento dessas comunidades em relação a sucessão florestal, desconsiderando os limites biogeográficos e possíveis barreiras de dispersão se levarmos em consideração apenas as espécies.

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