Azoospermia Obstrutiva e Não Obstrutiva: Uma Revisão das Diferenças Clínicas e Diagnósticas

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Diogo Correa Dias
Kamilly Almeida Gripp
Carolina Rodrigues Lincoln de Carvalho

Resumo

A azoospermia é uma das principais causas de infertilidade masculina, caracterizada pela ausência completa de espermatozoides no ejaculado. Pode ser classificada em dois tipos: obstrutiva, quando há preservação da espermatogênese, mas ocorre bloqueio no trato reprodutivo; e não obstrutiva, quando há falhas na produção espermática, geralmente decorrentes de fatores genéticos, endócrinos ou tóxicos. A azoospermia obstrutiva representa cerca de 40% dos casos e está associada a condições como ausência congênita bilateral dos ductos deferentes, vasectomia e infecções, enquanto a não obstrutiva corresponde a 60%, relacionada principalmente a microdeleções do cromossomo Y, síndrome de Klinefelter e exposição a agentes nocivos. O diagnóstico diferencial entre ambas é essencial para definição terapêutica, que pode incluir procedimentos cirúrgicos, como PESA, MESA, TESA, TESE e micro-TESE, bem como o uso de técnicas de reprodução assistida, especialmente a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI). Este trabalho apresenta uma revisão literária sobre as diferenças clínicas, etiológicas e terapêuticas entre os dois tipos de azoospermia, destacando a importância do aconselhamento genético e das estratégias de recuperação espermática na abordagem da infertilidade masculina

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Seção

Artigos Ciências Biológicas e Ciências da Saúde