A INFLUÊNCIA DO CÂNCER DE MAMA SOBRE AS RESPOSTAS NEUROVASCULARES E HEMODINÂMICAS QUANDO APLICADAS MANOBRAS FISIOLÓGICAS

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Luiza Victor Frade Isidoro Leite dos Santos
Ana Beatriz Gonçalves Oliveira
João Vitor Bezerra Silva
Luca Savariz Ferreira Ribeiro
Maria Eduarda Costa Peres
Caroline Simões Teixeira
Eneas Antônio Rocco
Débora Dias Ferraretto Moura Rocco
Alexandre Galvão da Silva

Resumo

O câncer de mama (CM) é a primeira causa de morte por câncer na população feminina no Brasil. Após diagnóstico e tratamento desta neoplasia, pode ocorrer o fenômeno da sarcopenia, que consiste em perda de massa magra e diminuição da função musculoesquelética, podendo retardar a recuperação destas mulheres. O uso das técnicas de tratamentos a longo prazo tem sido associado a diversas complicações, principalmente relacionado ao aumento de doenças cardiovasculares (DCV), os efeitos latentes decorrentes do tratamento do câncer podem alterar a sobrevivência ao câncer e gerar diversas DCV, tal como insuficiência cardíaca, doença cardíaca isquêmica, arritmia, doença coronariana, hipertensão arterial, doença pericárdica, doença valvar e tromboembolismo. O trabalho teve por objetivo comparar as respostas neurovasculares e hemodinâmicas decorrentes de manobras fisiológicas entre mulheres que tiveram e não tiveram câncer de mama. Foram avaliadas 45 pacientes do sexo feminino de faixa etária entre 45 e 90 anos, divididas em três grupos: G1 mulheres ativas fisicamente que tiveram câncer de mama (n=15); G2: mulheres fisicamente ativas que não tiveram câncer de mama (n=15); G3: mulheres sedentárias que não foram acometidas pelo câncer de mama (n=15). Foram realizadas as seguintes avaliações: coleta de hemogramas (glicemia, hemoglobina glicada, colesterol total, HDL E LDL), bioimpedância, calorimetria indireta com a máscara facial dark-blue, força de preensão manual com o dinamômetro JAMAR e protocolo de estresse mental com stroop color word test. Os resultados indicaram que o grupo G1 apresentou respostas hemodinâmicas relativamente estáveis durante os testes, com aumento apenas no último minuto em função do esforço. Já o grupo G2 demonstrou comportamento semelhante, porém com os menores valores de PAS entre os grupos, sem ultrapassar 140 mmHg. Em contrapartida, o grupo G3 exibiu médias mais elevadas de peso, IMC e calorimetria, além de apresentar aumentos significativos e sustentados da PAS ao longo das avaliações, caracterizando um padrão de sobrepeso próximo ao grau I de obesidade

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Seção

Artigos Ciências Biológicas e Ciências da Saúde