A INFLUÊNCIA DO CÂNCER DE MAMA SOBRE AS RESPOSTAS NEUROVASCULARES E HEMODINÂMICAS QUANDO APLICADAS MANOBRAS FISIOLÓGICAS
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Resumo
O câncer de mama (CM) é a primeira causa de morte por câncer na população feminina no Brasil. Após diagnóstico e tratamento desta neoplasia, pode ocorrer o fenômeno da sarcopenia, que consiste em perda de massa magra e diminuição da função musculoesquelética, podendo retardar a recuperação destas mulheres. O uso das técnicas de tratamentos a longo prazo tem sido associado a diversas complicações, principalmente relacionado ao aumento de doenças cardiovasculares (DCV), os efeitos latentes decorrentes do tratamento do câncer podem alterar a sobrevivência ao câncer e gerar diversas DCV, tal como insuficiência cardíaca, doença cardíaca isquêmica, arritmia, doença coronariana, hipertensão arterial, doença pericárdica, doença valvar e tromboembolismo. O trabalho teve por objetivo comparar as respostas neurovasculares e hemodinâmicas decorrentes de manobras fisiológicas entre mulheres que tiveram e não tiveram câncer de mama. Foram avaliadas 45 pacientes do sexo feminino de faixa etária entre 45 e 90 anos, divididas em três grupos: G1 mulheres ativas fisicamente que tiveram câncer de mama (n=15); G2: mulheres fisicamente ativas que não tiveram câncer de mama (n=15); G3: mulheres sedentárias que não foram acometidas pelo câncer de mama (n=15). Foram realizadas as seguintes avaliações: coleta de hemogramas (glicemia, hemoglobina glicada, colesterol total, HDL E LDL), bioimpedância, calorimetria indireta com a máscara facial dark-blue, força de preensão manual com o dinamômetro JAMAR e protocolo de estresse mental com stroop color word test. Os resultados indicaram que o grupo G1 apresentou respostas hemodinâmicas relativamente estáveis durante os testes, com aumento apenas no último minuto em função do esforço. Já o grupo G2 demonstrou comportamento semelhante, porém com os menores valores de PAS entre os grupos, sem ultrapassar 140 mmHg. Em contrapartida, o grupo G3 exibiu médias mais elevadas de peso, IMC e calorimetria, além de apresentar aumentos significativos e sustentados da PAS ao longo das avaliações, caracterizando um padrão de sobrepeso próximo ao grau I de obesidade
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