EFEITOS ECOTOXICOLÓGICOS DO MERCÚRIO EM MACROBRACHIUM AMAZONICUM SOB INFLUÊNCIA DO PH E DO CARBONO ORGÂNICO DISSOLVIDO: AVALIAÇÃO GENOTÓXICA EM ÁGUAS PRETAS AMAZÔNICAS
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Resumo
A contaminação por mercúrio em rios de águas pretas amazônicos, como o Rio Negro, rico em carbono orgânico dissolvido (COD), é uma ameaça ambiental pela toxicidade e bioacumulação desse metal. Este estudo avaliou os efeitos da exposição de curto prazo (24 h) do camarão amazônico Macrobrachium amazonicum (n = 10; peso: 0,12 ± 0,002 g; comprimento: 5,4 ± 0,13 cm) ao HgCl₂ (220 ng L⁻¹, limite permitido CONAMA 357/2005) em quatro condições experimentais (pH 7, pH 7 + COD, pH 4 e pH 4 + COD). A concentração do mercúrio total foi medida na água e no músculo dos camarões. Foram realizadas análises da peroxidação lipídica (LPO) e danos em DNA. A presença do COD aumentou a permanência do mercúrio na água (independente do pH), no entanto, sem efeitos bioacumulativos no músculo (0,0013 ± 0,000095 mg kg⁻¹). A análise dos níveis de peroxidação lipídica (LPO) no hepatopâncreas não revelou diferenças estatisticamente significativas entre os grupos experimentais (P = 0,359). Por outro lado, a avaliação dos danos no DNA mostrou diferenças significativas entre os grupos em relação aos controles (P < 0,001). Mesmo no limite legal, o HgCl₂ causou danos ao DNA em M. amazonicum em 24 h de exposição, sem aumento de LPO e bioacumulação muscular. Em conjunto, os achados apontam efeito subletal relevante, com possível prejuízo às defesas do organismo, e mostram que a toxicidade do mercúrio é modulada pelos próprios componentes naturais da água do Rio Negro
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