ESTRATÉGIAS PARA ENFRENTAR O APAGAMENTO HISTÓRICO DAS NARRATIVAS DOS POVOS ORIGINÁRIOS DA BAIXADA SANTISTA
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Resumo
O presente trabalho investiga o apagamento de lendas, personagens e histórias dos povos originários na cultura brasileira, usando como estudo de caso a história do Ipupiara. O objetivo central é analisar como esse processo histórico de apagamento se manifesta no presente e propor estratégias para despertar o interesse de estudantes do ensino fundamental por essas narrativas, parte essencial de sua própria identidade. A pesquisa se baseia na análise comparativa de dois eventos distintos, mas que guardam uma relação de continuidade: o relato de Pero de Magalhães Gândavo no século XVI sobre a morte da criatura Ipupiara por um bandeirante, e a queima da estátua que a representava na praça da Biquinha, em São Vicente, no ano de 2016. A metodologia inclui pesquisa bibliográfica da obra de Gândavo e a análise de fontes jornalísticas e documentais sobre o incidente recente. Os resultados demonstram que a história do Ipupiara, desde sua aniquilação simbólica no século XVI até a destruição física de sua representação no século XXI, serve como um poderoso exemplo da resistência cultural e do apagamento contínuo das narrativas indígenas no imaginário popular. A conclusão aponta para a necessidade urgente de combater essa invisibilidade através da educação. Ao resgatar e apresentar essas histórias de forma envolvente e contextualizada, é possível reconectar a história do Brasil às suas raízes, valorizando a contribuição cultural dos povos originários e promovendo uma identidade mais inclusiva e completa
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