Toxicidade de Líquidos Geradores de Espuma (Lge) ao Ambiente Aquático Através Do Bioensaio Utilizando Daphnia similis. Silvana Carmo da Silva, Fabio Hermes Pusceddu, Camilo Dias Seabra Pereira, Luciane Alves Maranho

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Resumo

Os compostos perfluorados integram uma classe de substâncias com propriedades químicas que têm recebido grande atenção devido aos seus efeitos adversos à biota, principalmente no ambiente aquático. O uso de líquidos geradores de espuma (LGE) tem sido relacionado à contaminação ambiental, seguindo o manuseio, armazenamento e uso, em especial, no combate a incêndios de classe B. Estudos associaram o uso de LGE a efeitos tóxicos provenientes de seus compostos perfluorados ao ecossistema aquático, o que levou a Convenção de Estocolmo restringir seu uso. No Brasil, apesar do uso em grande escala, não há dados do uso ou comercialização anual desse produto. Esse estudo avaliou a toxicidade de algumas marcas de LGE empregadas no incêndio do Terminal Aratu/Tequimar em 2015, através da aplicação de bioensaios agudos utilizando o microcrustáceo dulcícola Daphnia similis. As diluições ambientalmente seguras para esta espécie são muito abaixo daquelas recomendadas nos rótulos dos produtos. Este estudo fornece informações básicas para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para uma gestão dos poluentes LGE em ecossistemas de água doce.

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