Uma revisão sobre a utilização do mexilhão Perna perna como bioindicador da contaminação por material particulado atmosférico Daniela Oliveira Teixeira de Sousa, Helen Sadauskas-Henrique
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Resumo
A atividade industrial na obtenção e processamento de ferro, aço e outros processos siderúrgicos resulta na emissão de material particulado atmosférico (MPA) contendo metais livres e/ou nanopartículas. Oriundos da rocha original ou do processo produtivo, muitos metais são emergentes e ainda não possuem limites ambientais permissíveis na legislação. Dispersos na atmosfera contaminam tanto o ambiente aéreo quanto o aquático e, passivamente são incorporados pela biota local, incluindo os humanos. O acúmulo no organismo pode resultar em disfunção bioquímica e fisiológica com impacto na homeostasia, metabolismo e desempenho animal e na dinâmica do ambiente e na qualidade vida e saúde da população local. O presente trabalho buscou realizar uma revisão narrativa dos efeitos do MPA para organismos aquáticos, em especial o mexilhão Perna perna. Sendo que, essa espécie pode ser considerada como um excelente bioindicador para analisar a toxicidade dos metais livres e/ou nanopartículas presentes no MPA.