Avaliação do Lixiviado de Microplástico Virgem em embriolarva de Echinometra Lucunter Francisco Eduardo Melo dos Santos, Laura Borges Cunha, Caio Rodrigues Nobre, Paloma Kachel Gusso Choueri

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Resumo

Anualmente, aproximadamente 300 milhões de toneladas de plástico são produzidas globalmente, sendo que cerca de 8 milhões de toneladas acabam nos oceanos. Os ecossistemas marinhos, cobrindo aproximadamente 70% da superfície terrestre, estão sob risco devido à crescente exposição a resíduos antropogênicos, resultando em poluição marinha, na qual 80% é proveniente de atividades humanas, com 10% representados por plásticos. Apesar da versatilidade e baixo custo, plásticos frequentemente se fragmentam em microplásticos, que compõem a maioria do lixo marinho. Essas partículas, menores que 5mm, podem surgir tanto por processos naturais quanto industriais, carregando consigo substâncias químicas e potencialmente disseminando-as pelos oceanos, afetando ecossistemas marinhos. A liberação gradual de substâncias químicas a partir dos microplásticos, conhecida como lixiviação, impacta organismos marinhos ao longo do tempo. Além da ingestão, os microplásticos interagem com organismos marinhos, levantando preocupações sobre a exposição a substâncias químicas. Os efeitos tóxicos dos lixiviados de microplástico e seus aditivos permanecem uma incógnita e necessitam de estudos aprofundados, incluindo testes ecotoxicológicos. Os ouriços-do-mar, como componentes cruciais das cadeias alimentares marinhas, são frequentemente escolhidos para estudos ecotoxicológicos devido à sua sensibilidade e importância ecológica, abrangendo tanto suas fases larvais quanto adultas.

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