HIV/AIDS NA TERCEIRA IDADE: AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO E PERCEPÇÃO DE RISCO NO MUNICÍPIO DE SANTOS Natália Santos Lousada, Sheila de Melo Borges, Everton Lopes Rodrigues
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Resumo
O objetivo principal deste estudo foi analisar o conhecimento de idosos sobre o Vírus da Imunodeficiência Humana/Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (HIV/AIDS) na cidade de Santos/SP, e comparar, como segundo objeto, a diferença do conhecimento entre os gêneros nesta população. Foi realizado um estudo do tipo observacional transversal com 50 idosos frequentadores de um baile popular na cidade de Santos/SP. Após aprovação do comitê de ética em pesquisa da Universidade Santa Cecília/Universidade Santa Cecília, os idosos foram convidados a responder um questionário sociodemográfico e, em seguida, outro questionário sobre o HIV/AIDS na Terceira Idade (QHIV3I), contendo 17 afirmativas divididas em cinco domínios, conceito, transmissão, prevenção, vulnerabilidade e tratamento e formatadas em três alternativas: Verdadeiro, Falso ou NK (Desconhecido). Para dados numéricos foram demonstrados por média e desvio padrão e para dados categóricos, frequência relativa e absoluta. Por se tratar de uma pesquisa com informações qualitativas nominais, os resultados do QHIV3I entre os gêneros serão analisados em um teste Qui-Quadrado ou Exato de Fisher. Com este estudo pudemos observar que os idosos entrevistados obtiveram sucesso em todos os aspectos da pesquisa QHIV3I. No entanto, a maioria não usa preservativo (n=34; 68%) e nunca fez o teste de HIV (n=26; 56). Além disso, a presente pesquisa não mostrou diferença significativa entre os gêneros em nenhum item avaliado. Com estes bons resultados podemos observar um nível satisfatório de conhecimento sobre HIV/AIDS na população pesquisada, independentemente do gênero. Mesmo assim, a orientação sobre o uso de preservativo e a realização do teste de AIDS ainda é necessária. Principalmente devido a uma alta porcentagem de participantes pesquisados que relataram este comportamento, a importância óbvia de ambos para a prevenção da doença na população idosa sexualmente ativa e também para um tratamento precoce da AIDS.