Distribuição das variáveis biométricas de risco metabólico e a frequência dos fatores de risco cardiovascular em pacientes selecionados em consultórios médicos de cardiologia: uma amostra de mundo-real William da Costa, José Eduardo Gregório Rodrigues, Ana Karla Gaburri, Henrique Fortunato Dominguez Pita, Neyma Andria Ramos, Vanessa Maria Caetano Soares, Hermes Toros Xavier
Conteúdo do artigo principal
Resumo
A detecção e o tratamento precoces das Doenças Cardiovasculares (DCV) são cruciais para a sobrevida e a saúde do paciente em longo prazo. A prevalência de DCV continua a aumentar em todo o mundo à medida que a população mundial envelhece ligadas aos Fatores de Risco (FR) tradicionais. Um estudo observacional, de corte transversal, com pacientes adultos, de ambos os sexos, foi realizado por 18 médicos em seus consultórios privados de cardiologia distribuídos na cidade de São Paulo, que ao longo do período de 4 meses recrutaram em média 8 pacientes por semana. Estes pacientes seguiram o protocolo do estudo fornecendo: dados demográficos – sexo, idade, estado civil, cor da pele e grau de escolaridade; dados de estilo de vida – tabagismo, consumo de álcool e sedentarismo; dados sobre antecedentes patológicos pessoais – dislipidemias, hipertensão arterial, diabetes melito tipo 2 (DM2), e história prévia de IM e AVC incidentes; além dos dados de exame físico e antropométrico, incluindo medidas da pressão arterial (PA). Participaram 2.475 pacientes adultos e detectou-se o sedentarismo em 72% dos casos. Constatou-se que a inatividade física aumenta risco da DCV em 1,5 vezes como fator isolado. Outros FR também foram analisados. Concluímos que o controle rigoroso dos FR e do perfil metabólico é a pedra fundamental da boa prática clínica em cardiologia.