Resinas Tanínicas anti-inscrustantes testatas para evitar o fouling bentônico na região estuarina de Santos-SP Paula Garcia Barbosa, Fabio Giordano, Luciana Guimarães, Antônio Rosendo
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Resumo
O termo fouling é dado à comunidade aquática incrustante na superfície de substratos artificiais, onde se estabelecem e desenvolvem a sucessão ecológica. Essas comunidades vêm da produção larval do plâncton, trazidas por correntes marítimas ou pela água de lastro de embarcações. O estudo sobre organismos bentônicos incrustantes em substratos submarinos ganhou grande relevância nos últimos anos devido aos danos econômicos causado em diferentes construções (portos, plataformas, cabos submarinos de Internet, etc.), bem como, pela sua grande potencialidade para estudos sobre bioinvasão e competição. O objetivo deste trabalho foi analisar a eficácia de diferentes tratamentos anti-fouling recobrindo placas cerâmicas de suporte, comparando também dados referente ao trabalho piloto realizado no mês de Novembro/Dezembro de 2016, com o revestimento de Rodophitas (algas vermelhas), e comparamos com o atual, feito à base de Tanino e em base a esse estudo acrescentamos mais um local de estudo. Nestes revestimentos foram misturadas a fibra de vidro e a resina, macerados de extratos vegetais contendo Taninos, de casca da banana (Musa sp) e de folhas de Chapéu de sol (Terminalia cattapa), analisando-se o crescimento dos organismos marinhos e quantificando os tratamentos, dos revestimento T. cattapa, Musa sp e controle no período de três meses na região de Vicente de Carvalho – Guarujá e Japuí – São Vicente. Os organismos incrustantes nas placas foram identificados - 16 grupos animais na região do Guarujá e sete grupos de animais na região de São Vicente, até o menor nível taxonômico possível, já que alguns indivíduos eram muito jovens inviabilizando sua identificação até espécie. Observamos também o desenvolvimento, o volume, o peso fresco, peso seco e das cinzas dos organismos incrustantes em cada tratamento para a comparação desses descritores nos diferentes tratamentos através de ANOVA. Concluindo que o tratamento foi eficaz para combater a incrustação apenas nos seus primeiros 15 dias, mas, que após o prazo quinzenal não garante efeito anti-incrustantes, pois os seres após 45 dias começam a crescer sobre outros seres recém-incrustados e não sobre o substrato repelente.