A IMPORTÂNCIA DAS CHAPERONAS MOLECULARES NAS DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS

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Luiz Augusto Matias da Silva Sousa
Maria Eduarda dos Santos Oliveira
Tatiana Sousa Santos
José Eduardo Pandini Cardoso Filho

Resumo

As chaperonas moleculares são importantes na manutenção da homeostasia proteica e a elucidação do seu funcionamento é necessária para verificar sua viabilidade como alvo terapêutico para doenças neurodegenerativas. Existem evidências experimentais de que estas proteínas ao serem induzidas diminuem a formação de agregados proteicos que são formados por proteínas mal-enoveladas que são características de doenças neurodegenerativas, como o amiloide β na doença de Alzheimer, a α-sinucleína na doença de Parkinson, e a cobre-zinco superóxido dismutase na esclerose lateral amiotrófica. Elas são também conhecidas como proteínas de choque térmico, por serem proteínas induzidas por estresse, mas também são expressas constitutivamente em menores quantidades, e muitas vezes funcionam na forma de complexo exercendo funções distintas. O contexto é complicado porque na formação dos agregados, os mais tóxicos não são os maiores e mais compactos, e sim os intermediários. Então, quando há um erro no controle de qualidade das proteínas, a chaperona pode não conseguir terminar o processo de reenovelamento ou encaminhamento para degradação, e na verdade, gerar agregados mais tóxicos que os compactos que ela começou a desfazer. Com isso, a inibição de chaperonas moleculares podem ser alvos terapêuticos para elaboração de novas terapias medicamentosas. Apesar disso, a maior parte das evidências científicas demonstram melhora na neurodegeneração através da indução destas moléculas.

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