Existe Relação Entre Poluentes Atmosféricos e Variabilidade da Frequência Cardíaca? Uma Revisão Integrativa Wellington Rui Andrade de Assis Junior, Camilo Dias Seabra Pereira

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Resumo

A doença cardiovascular (DCV) é o principal motivo de óbito em decorrência de moléstias não contagiosas, ocasionando cerca de 31% dos falecimentos precoces mundialmente em 2016. No Brasil, as DCV’s correspondem a 27% do número total de mortes, sendo a principal causa de falecimento na população brasileira desde a década de 60. A poluição do ar é apontada como um dos fatores que aumentam o risco de desenvolvimento dessas doenças, sendo classificada como o décimo maior fator de risco para morte em escala global. O sistema nervoso autônomo (SNA), através de suas vias parassimpática e simpática, exerce controle sobre o sistema cardiovascular, permitindo a detecção de pequenas alterações cardíacas. Destarte, a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) reflete as flutuações na duração dos intervalos (R-R) do eletrocardiograma (ECG), que são influenciados pelo sistema nervoso simpático e parassimpático. Esse método é uma forma não invasiva de avaliação autonômica e pode ser analisado tanto no domínio do tempo quanto no domínio da frequência. Dessa forma, o propósito deste estudo é investigar se existe relação entre poluentes atmosféricos e variabilidade da frequência cardíaca. Para isto, foi feita uma revisão integrativa da literatura recorrendo a fontes secundárias, através de levantamento bibliográfico nas bases de dados: Google Scholar; LILACS, MEDLINE e PubMed, Scielo e Scopus. Para elegibilidade dos artigos, foram considerados alguns critérios de seleção como; critérios de inclusão: considerou-se estudos publicados nos últimos cinco anos (2019 a 2023), em qualquer idioma e com abordagem quantitativa e qualitativa, sendo excluídos: artigos repetidos, estudos secundários e literatura cinzenta. Para a amostra final desta revisão foram encontrados 106.003 registros. A busca nas bases de dados identificou um total de 19 estudos de texto completo, avaliados para elegibilidade e que preencheram os critérios de inclusão. Após analisar os trabalhos selecionados verificou-se uma relação entre obesidade, bem como doenças cardíacas e sistêmicas; exposição a poluentes atmosféricos, como ozônio, zinco e, em especial, material particulado em suspensão na atmosfera e variabilidade da frequência cardíaca. Diante disso, e considerando no que se refere a custo-benefício, sua ampla gama de aplicações e a facilidade de uso da técnica, a VFC se mostra como uma ferramenta clínica eficaz para interpretar o funcionamento do SNA e, assim, avaliar a saúde de indivíduos expostos à poluição do ar.

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Revisão bibliográfica