Identificação e avaliação da toxicidade de amostra de água intersticial de emissário submarino de esgoto de Santos (SP), Brasil Mariana Aliceda Ferraz, Rodrigo Brasil Choueri, Aline Vechio Alves, Fabio Hermes Puscedu, Fernando Sanzi Cortez, Camilo Dias Seabra Pereira, Augusto Cesar
Conteúdo do artigo principal
Resumo
Os métodos de Identificação e Avaliação de Toxicidade (TIE) combinam os testes de toxicidade e manipulações simples das propriedades físico-químicas de uma amostra com o objetivo de identificar as substâncias responsáveis pela toxicidade observada. O objetivo deste estudo foi identificar substâncias causadoras de toxicidade nas proximidades do emissário submarino de esgoto de Santos (SP) (SSO), Brasil. Sedimentos de Bertioga (SP) foram utilizados como referência. Foram utilizadas as seguintes manipulações: (i) adição de EDTA na amostra, (ii) passagem da amostra por uma coluna de fase reversa C18, (iii) aeração da amostra acidificada (pH 3,0) e (v) aeração da amostra com pH modificado para 9,0. Os resultados de toxicidade das amostras antes das manipulações (pré-manipulação) e após as manipulações (pós-manipulação) foram comparados pelo teste de Dunnett (α = 0,05). A amostra de água intersticial de Bertioga não apresentou toxicidade inicial. O método AIT mostrou que a toxicidade da água intersticial é causada por compostos voláteis ácidos (provavelmente sulfetos).