Estudo preliminar sobre o desembarque de pescado realizado por pescadores artesanais do Arquipélago de Fernando de Noronha (Brasil) em 2013. Paloma Sant´Anna Dominguez, Milena Ramires, Walter Barrella, Eduardo Cavalcante Macedo

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Resumo

O arquipélago de Fernando de Noronha compreende duas unidades de conservação administradas pelo ICMBIO (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). Atualmente, o turismo é a principal atividade econômica, no entanto, a pesca ainda é um importante meio de interação entre as populações humanas e o meio ambiente. Este estudo teve como objetivo caracterizar a pesca artesanal em relação à composição de peixes e estratégias de pesca utilizadas. Os dados foram coletados por meio de amostragens diárias de desembarques de peixes ocorridos de abril a setembro de 2013. Foram analisados ​​250 desembarques onde a média de pesca foi de 10 horas e a técnica predominante foi o “anzol e linha” observada em 98,8% dos desembarques com o uso de isca, sendo a sardinha a mais utilizada (91,6%). Os desembarques amostrados resultaram em 23.748,5 kg, distribuídos em 22 espécies. A mais representativa foi a “albacora” ( Thunnus albacares ) presente em 70,8 % das amostras, com 7142,5 Kg, 30,1 % da biomassa total capturada. Espécies de peixes como o rei ( Elagatis bipinnulata ), o “xaréu preto” ( Caranx lugubris ) e a “barracuda” ( Sphyraena barracuda ) estiveram presentes, respectivamente, em 58,8 %, 56,8 % e 55,2 % dos desembarques. Dados de produtividade pesqueira são importantes para a pesca espacial em áreas protegidas de Fernando de Noronha, e fornecem informações importantes para estudos ictiológicos na região.

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