ESTADO ATUAL DO CONHECIMENTO SOBRE XENACANTHIFORMES (CHONDRICHTHYES, ELASMOBRANCHII) DO MEMBRO TAQUARAL, FORMAÇÃO IRATI, PERMIANO DA BACIA DO PARANÁ

Conteúdo do artigo principal

Artur Chahud

Resumo

A Formação Irati, uma formação geológica permiana na Bacia do Paraná, destaca-se por suas características geológicas e paleontológicas. Dois membros são atualmente reconhecidos: o Membro Taquaral inferior e o Membro Assistência superior. A porção inferior, correspondente ao Membro Taquaral, é composta predominantemente por folhelhos. Na base deste membro, ocorrem arenitos conglomeráticos, caracterizados por uma alta concentração de fósseis de vertebrados. A fácies arenosa do Membro Taquaral é particularmente conhecida por sua abundância de restos de Chondrichthyes. Os Xenacanthiformes constituem uma ordem extinta de Chondrichthyes, com registro fóssil que abrange do Carbonífero ao Triássico Superior. Duas famílias são atualmente reconhecidas: Diplodoselachidae e Xenacanthidae, ambas presentes na Formação Irati e representadas por gêneros e espécies endêmicas. A família Diplodoselachidae é a mais frequente no Membro Taquaral, representada principalmente por dentes isolados de Taquaralodus albuquerquei. Esta espécie, endêmica das bacias do Paraná e do Parnaíba, caracteriza-se por uma cúspide principal bem desenvolvida, que ocupa uma porção significativa das regiões central e lateral do dente. Pequenos dentes atribuídos a Xenacanthidae também foram recuperados das fácies arenosas do Membro Taquaral. Duas formas distintas foram identificadas: uma pertencente ao gênero Xenacanthus e outra a um Xenacanthidae indeterminado.

##plugins.themes.bootstrap3.displayStats.downloads##

##plugins.themes.bootstrap3.displayStats.noStats##

Detalhes do artigo

Seção

Artigos

Biografia do Autor

Artur Chahud, Universidade de São Paulo

Possui graduação em Geologia (2003), Mestrado em Geologia Sedimentar e Ambiental na área de Paleontologia e Bioestratigrafia (2007) e Doutorado em Geoquímica e Geotectônica na área de Geotectônica Evolução de bacias trabalhando na área de paleontologia, bioestratigrafia e sedimentologia (2011). Realizou pesquisas com geologia e paleontologia do Permiano, desenvolvendo trabalhos com Paleontologia Estratigráfica, Paleovertebrados do Paleozóico (Chondrichthyes, Osteichthyes e Tetrápodes), Estudos Paleoambientais, Tafonomia, Paleobotânica e Paleontologia de artrópodes. Também trabalhou com Zooarqueologia, Zoologia, Etnobiologia e Paleontologia de Vertebrados em Cavernas e Sítios Arqueológicos, atuando principalmente nas áreas de Paleozoologia de mamíferos do Quaternário de Lagoa Santa, Vale do Ribeira de Iguape e Amazônia Maranhense. Participou de pesquisas paleoictiológicas com a Universidade de Vilnius, Lituânia, entre os anos de 2015 e 2018.