Avaliação dos resgates de Parabuteo unicinctus em área urbana da Baixada Santista, SP. Natália Beatriz de Mendonça Santos, Alessandra de Oliveira Lima, Ana Beatriz Alarcon Comelli

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Resumo

O Parque Zoobotânico Orquidário Municipal de Santos é referência na Baixada Santista pelos serviços prestados no recebimento e tratamento de animais silvestres oriundos de resgates. A utilização dos dados destes atendimentos pode contribuir para o conhecimento das espécies existentes na região. Pertencente à ordem dos Accipitriformes, o gavião-asa-de-telha – Parabuteo unicinctus é uma espécie de ocorrência local, sendo considerada residente nas regiões de mangue dos municípios de Santos e Cubatão. Atualmente é visto com frequência também na área urbana, principalmente na cidade de Santos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a incidência e principais causas dos resgates desta espécie na área urbana da Baixada Santista, assim como a taxa de recuperação e posterior reintrodução na natureza. As avaliações foram fundamentadas na análise dos documentos referentes ao controle do plantel do Orquidário Municipal de Santos, durante o período de janeiro de 2005 a dezembro de 2015. Foram avaliados os encaminhamentos de 17 indivíduos da espécie Parabuteo unicinctus, representando 31,48% dos encaminhamentos da Ordem Accipitriformes realizados no período. Houve predominância de chegada no mês de março, seguido pelo mês de dezembro. Quanto ao tempo de manutenção em cativeiro até a reabilitação, foi encontrada uma média de aproximadamente 17 dias. Os resgates aconteceram nos municípios de Santos, São Vicente e Guarujá. A causa mais frequente dos resgates foi colisão com trauma, totalizando 57,14%. A reabilitação ocorreu em 52,94% dos indivíduos. A partir dos dados, observa-se que após o ano de 2013 as ocorrências tornaram-se frequentes, reiterando os relatos de casais em reprodução em área urbana. Apesar das ocorrências estarem diluídas ao longo do ano, os meses de maior frequência dos resgates coincidem com o período de reprodução e saída de indivíduos jovens. Os diversos casos de trauma sugerem uma crescente interação antrópica. Percebe-se a importância de maiores estudos e acompanhamentos destes indivíduos e de sua relação com a cidade.


 

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