Caracterização físico-química de amostras de solos em áreas de cerrado e vereda na região do Rio Catulé em Bonito Minas-MG. Idemar M. Passos, V N de Sousa, D. D. Pacheco, H. R. F. Silva

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Resumo

Este estudo teve como objetivo determinar características físicas e químicas de amostras de solo em áreas de cerrado e vereda, visando determinar o potencial agrícola das respectivas áreas, as quais são comuns na microrregião de Januária. Frequentemente exploram-se áreas de veredas por agricultores que buscam nestes ambientes condições favoráveis ​​(umidade e disponibilidade de nutrientes) para o desenvolvimento de suas culturas; como milho, feijão, arroz, mandioca etc. As amostras de solo foram coletadas nas profundidades de 0-20 e 20-40 cm, considerando os ambientes veredas preservadas e degradadas, e uma savana próxima à vereda. Para cada um dos ambientes avaliados as concentrações dos elementos químicos diferem pouco quando comparadas as profundidades de 0-20 e 20-40 cm. As veredas degradadas, comparadas às preservadas, apresentaram decréscimos significativos na matéria orgânica do solo, fósforo, potássio e cálcio, indicando perda da fertilidade do solo. O cerrado próximo à vereda possuiu fertilidade natural muito baixa, destacando-se principalmente baixas concentrações de matéria orgânica e fósforo. Portanto, a exploração do cerrado próximo à trilha como meio de preservação ambiental do pantanal onde a trilha está localizada, requer múltiplas práticas de conservação e uso do solo, além de estratégias para elevar a fertilidade do solo. Práticas de controle da erosão no cerrado também são necessárias, dado seu relevo declivoso, devendo-se incluir sua recomendação como possível refúgio para fauna e flora. Também é importante lembrar que entre 80 e 50 m respectivamente a trilha fora das áreas de cerrado e são área de preservação permanente por lei. Encontrar alternativas de desenvolvimento agrícola sustentável para pequenos produtores rurais ainda remanescentes no ambiente da trilha, incluindo possível exploração de espécies nativas como o buritizeiro, é um forte desafio à pesquisa e também não deve ser omitido pelo poder público.

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