CASA DE ACOLHIMENTO PARA MENORES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE. A NEUROARQUITETURA COMO VETOR DE ACOLHIMENTO

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Helena Dias
Jaqueline Fernández Alves

Resumo

Este trabalho teve como finalidade demonstrar como uma casa de acolhimento para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade pode ser concebida de forma acolhedora, contribuindo para a redução dos impactos emocionais associados à vivência de traumas. O projeto fundamentou-se nos princípios da neuroarquitetura, campo que estuda a influência dos ambientes construídos sobre o cérebro humano, propondo que espaços planejados de forma consciente podem gerar efeitos positivos no comportamento e bem-estar dos indivíduos (SOBRINHO; NEVES, 2020). Partindo da premissa de que a arquitetura pode favorecer o processo de cura emocional, o projeto buscou promover acolhimento, segurança, aprendizado, sociabilidade, senso de pertencimento e preservação da individualidade em um contexto de convivência coletiva. Ambientes frios e despersonalizados tendem a reforçar mecanismos de defesa nas crianças e adolescentes acolhidos, dificultando a reconstrução da autoestima e da confiança no outro (HILL; BERMAN, 2018). Em contrapartida, um ambiente cuidadosamente projetado sob a ótica da neuroarquitetura tem o potencial de romper barreiras emocionais iniciais, proporcionando suporte efetivo ao desenvolvimento psíquico e social dos jovens (KAPLAN; KAPLAN, 1989).

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Seção

Artigos Ciências Sociais Aplicadas