Diclofenaco interfere no desenvolvimento embriolarval de ouriços do mar? Juliana Andrade de Sousa, Rafaela Amaral Gomes dos Santos, Fabio Hermes Pusceddu, Luciane Alves Maranho
Conteúdo do artigo principal
Resumo
As propriedades físico-químicas dos fármacos não são removidas totalmente pelo tratamento de águas residuais convencional, podendo gerar efeitos adversos em organismos marinhos. Testes de toxicidade crônica foram realizados com o fármaco diclofenaco, por ser um dos anti-inflamatórios mais utilizado mundialmente, e que acarreta efeitos adversos diversos conhecidos sobre a saúde humana, mas poucos conhecidos em organismos marinhos. Este estudo teve como objetivo verificar em laboratório a toxicidade crônica do diclofenaco a embriões de ouriço do mar Echinometra lucunter, sendo expostos a concentrações do fármaco:1,56 mg/L; 3,12 mg/L; 6,25 mg/L; 12,5 mg/L, 25 mg/L; 50 mg/L e 100 mg/L. Diclofenaco foi tóxico causando desenvolvimento embriolarval anormal em concentrações acima de 25 mg/L. A comprovação de sua toxicidade é de extrema importância, para que seja regulamentada normas que monitorem e preservem o ecossistema marinho, já que este é um fármaco amplamente utilizado.