Análise da Osmolalidade da Hemolinfa da Ostra (Crassostrea rhizophorae) exposta ao Material Particulado Atmosférico Daniela Oliveira Teixeira de Sousa, Andressa dos Santos Barbosa Ortega, Marina de Souza Paço, Luis Felipe de Almeida Duarte, Iara Costa Souza, Marisa Narciso Fernandes, Camilo Dias Seabra Pereira, Helen Sadauskas-Henrique
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Resumo
As indústrias de minério de ferro produzem aço, ferro dentre outros, que resultam no material particulado atmosférico (MPA). O MPA é composto por metais/metaloides que ainda não possuem padrões de limites estabelecidos na legislação para presença em ambientes aquáticos. Quando disperso na atmosfera o MPA, entra em contanto com o ambiente aquático, podendo causar danos biota aquática, podendo impactar o metabolismo e o comportamento animal. O presente trabalho avaliou a interferência do MPA na regulação da osmolalidade da ostra (Crassostrea rhizophorae) ao longo do tempo. Os animais foram expostos a 3 concentrações do MPA (0,01; 0,1 e 1 mg/L), além do controle (0 mg/L) por 2, 4, 7 e 30 dias. Ao final do experimento, os animais foram anestesiados em gelo e a hemolinfa coletada para a análise da osmolalidade. Não foram encontradas diferença na osmolalidade da hemolinfa entre os tratamentos e tempos. Apesar de os metais serem conhecidos por alterarem parâmetros osmoregulatórios, muitas vezes por competir com sítios ativos de absorção de elementos como o Na+ , Cl- , Mg2+ e Ca2+ , as ostras foram capazes de realizar a manutenção de seus solutos na hemolinfa.