Efeitos combinados da exposição à microplástico (polietileno) e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs): Alterações histológicas na espécie neotropical Astyanax lacustris Larissa Tais Traldi Wintruff, Juan Martins de Campos e Silva, Giorgi Dal Pont, Luciana R. de Souza-Bastos, Gisela G. Castilho-Westphal, Helen Sadauskas-Henrique

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Resumo

Materiais de origem plástica são utilizados em escala global há décadas e a consequente presença de seus resíduos em ambientes aquáticos pode causar efeitos adversos para os organismos. Análises histológicas são uma excelente ferramenta para se avaliar esses efeitos. O bioindicador Astyanax lacustris é amplamente utilizado para se avaliar contaminação ambiental, como por exemplo através da avaliação dos danos histológicos em tecidos alvo como brânquias e fígado. Elevação das células do epitélio e congestão vascular foram as histopatologias mais frequentes encontradas nos tecidos branquiais, enquanto deformação do contorno celular, desarranjo dos cordões hepáticos e vacuolização nuclear foram as mais frequentes no fígado. Essas histopatologias foram encontradas nos animais expostos aos tratamentos com HPA, HPA+MP e MP contaminado. Esses resultados indicam que exemplares de A. lacustres ao serem expostos ao microplástico e aos HPAs, sozinhos ou em conjunto, apresentam alterações histopatológicas nos tecidos branquial e hepático que basicamente ocorrem como sendo resultado de respostas de defesa ou mecanismos compensatórios.

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