Avaliação bioquímica e histológica em Macrobrachium amazonicum exposto ao mercúrio sob variações de pH e Carbono Orgânico Dissolvido do Rio Negro

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Giulia M. De Prá
Adalberto Luis Val
Susana Braz-Mota
Renata de Britto Mari
Gabriela P. Marinsek
Bruna C.C. Batista
Wilton R.D.S. Santos
Ana Beatriz F. B. Santos
Thamiris S. Gomes
Helen Sadauskas-Henrique

Resumo

A contaminação por mercúrio em rios de águas pretas amazônicos, como o Rio Negro, é uma ameaça ambiental pela toxicidade e bioacumulação desse metal. Este estudo avaliou os efeitos da exposição de curto prazo (24 h) do camarão amazônico Macrobrachium amazonicum (n = 10; peso: 0,12 ± 0,002 g; comprimento: 5,4 ± 0,13 cm). ao HgCl₂ (220 ng L⁻¹, limite da legislação brasileira) em quatro condições experimentais (pH 7, pH 7 + COD, pH 4 e pH 4 + COD). A concentração do mercúrio total foi medida na água e no músculo dos camarões. Foram realizadas análises da histopatologia branquial, peroxidação lipídica (LPO) e atividades enzimáticas (Na⁺/K⁺ ATPase, H⁺ ATPase tipo v e anidrase carbônica). A prença do COD aumentou a permanência do mercúrio na água (independente do pH), no entanto, sem efeitos bioacumulativos no músculo (0,0013 ± 0,000095 mg kg⁻¹). Apesar da curta exposição, o mercúrio causou lesões branquiais (hipertrofia, inflamação e extravasamento), sem alterar significativamente a peroxidação de lipídeos e a atividade das enzimas osmoregulatórias estudadas. Os resultados demonstram que o mercúrio, mesmo nas concentrações permitidas em lei e durante um curto período de exposição, podem provocar alterações histopatológicas, reforçando a necessidade de mais estudos para compreender os efeitos a médio e longo prazo.

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