A presença de Cafeína em águas superficiais brasileiras representa um risco ecológico? Vinicius Roveri, Técia Regiane Bérgamo, Luciana Lopes Guimarães, Alberto Teodorico Correia

Conteúdo do artigo principal

Resumo

Na última década, os estudos com o objetivo de detectar os produtos farmacêuticos e de higiene pessoal (PPCPs, do inglês, Pharmaceuticals and Personal Care Products), em águas superficiais e, também, de mensurar os seus potenciais riscos ecológicos têm aumentado em todo o mundo. Entretanto, no Brasil, estes estudos ainda estão em estágio embrionário. Diante do exposto, o objetivo deste estudo foi estimar o risco ecológico da Cafeína em águas superficiais brasileiras, utilizando como referência estudos que já detectaram este PPCP no país. A avaliação de risco ecológico para organismos aquáticos foi realizada através do cálculo do quociente de risco (QR), estimado pelo programa Ecological Structure Activity Relationships (ECOSAR) da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. Dos 10 estudos encontrados no Brasil, 9 sugerem um potencial risco da Cafeína para algum nível trófico verificado (alga, invertebrado ou peixe), o que reforça a urgência da realização de novos estudos ecotoxicológicos (agudos e crônicos), de preferência com espécies nativas, para um aprofundamento sobre estes riscos.


 

##plugins.themes.bootstrap3.displayStats.downloads##

##plugins.themes.bootstrap3.displayStats.noStats##

Detalhes do artigo

Seção

Artigos