Atenção Farmacêutica a Pacientes Atendidos na Clínica de Implantodontia da Universidade Santa Cecília Monike Silva de Freitas, Walber Toma

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Resumo

A evolução dos recursos relacionados à saúde tem proporcionado aumento da expectativa de vida na população brasileira. Tais mudanças tem também levado a população a novos hábitos relacionados à área da saúde. Dentre tais hábitos encontra-se o aumento da procura pela realização de implantes dentários. É fato que, o sucesso de um implante dentário está atrelado a questões multifatoriais. Dentre estas questões encontra-se a influência de medicamentos utilizados pelos pacientes. O trabalho teve como objetivo a realização do acompanhamento farmacoterapêutico através da Metodologia Dáder a pacientes candidatos à realização de implante dentário na clínica de Odontologia da Unisanta. Para tanto, foram avaliados prevalência das principais doenças apresentadas pelos pacientes e as principais classes medicamentosas em uso contínuo. Foram avaliados 53 pacientes por período de seis meses. Os dados apontam que 70% (n=37) dos entrevistados eram do gênero feminino (70%), ao passo que 30% (n=16) do gênero masculino. Deste montante 45% (n=23) era idosos. Dos 23 idosos 75% (n=18) fazem uso contínuo de medicamentos. Dentre as doenças mais prevalentes nos idosos avaliados predominam a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e a Hipercolesterolemia, correspondendo a total de 45% das doenças citadas. Estudos apontam que, pacientes portadores de HAS e Hipercolesterolemia tem maior probabilidade de apresentarem doença periodontal e, consequentemente possuem maior dificuldade na ósseo-integração e estabilização de um implante dentário. Os trabalhos apontam também que, o uso de fármacos das classes das Estatinas (para tratamento do colesterol) e dos Antagonistas do Receptor da Angiotensina II (ARA-II) (para o tratamento da HAS) contribuem de maneira expressiva para a ósseo-integração e estabilização do implante dentário. Conclui-se que uma avaliação medicamentosa de pacientes portadores de HAS e Hipercolesterolemia podem contribuir para um melhor prognóstico quanto às chances de sucesso após a realização de um implante dentário.

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