Efeitos neurotóxicos do crack-cocaína combinado a cenários de acidificação oceânica no mexilhão marinho Perna perna Júlia Alves Luzzi, Lorena da Silva Sousa, Camilo Dias Seabra Pereira

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Resumo

Os oceanos estão passando por mudanças físicas e biogeoquímicas em resposta à crescente carga atmosférica de CO2 e ao aumento da captação oceânica, como aquecimento da superfície, oxigênio reduzido e uma redução nos níveis de saturação de carbonato de cálcio e pH. As mudanças no pH e na composição química da água do mar podem modificar a especiação dos contaminantes, interferindo na sua biodisponibilidade e toxicidade. O presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito subletal da droga ilícita crack em diferentes concentrações (0,5;5;50 µg/L) combinada com a acidificação oceânica por adição de CO2 em valores de pH de 8,1; 7,5; 7,0; 6,5 e 6,0. Para tanto, foi realizada a análise do biomarcador de efeito neurotóxico acetilcolinesterase (AChe) em mexilhões da espécie Perna perna. Observou-se, preliminarmente, a inibição da AChe após exposição ao crack nos pH 7,5, 7,0 e 6,5, demonstrando efeito combinando de crack (cocaína) e redução de pH, o que pode ser observado em futuros cenários de acidificação em regiões costeiras contaminadas por drogas ilícitas.

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