Análises Fisiológicas do Mexilhão (Perna perna) expostos ao Material Particulado Atmosférico Sedimentável Mateus Pires da Cruz, Luis Felipe de Almeida Duarte, Andressa dos Santos Barbosa Ortega, Marina de Souza Paço, Caio Nobre, Iara Costa Souza, Magdalena Victoria Monferrán, Daniel Alberto Wunderlin, Marisa Narciso Fernandes, Camilo Dias Seabra Pereira, Helen Sadauskas-Henrique
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Resumo
A poluição pelo material particulado atmosférico (MPA) pode ser transferida para os ecossistemas aquáticos através de sua precipitação. O estudo buscou investigar se o aumento nas concentrações do MPA e o tempo de exposição poderiam causar distúrbios fisiológicos. Exposições ao MPA foram realizadas ao longo de 30 dias nas concentrações (Controle, 0,01; 0,1; 1 g L-1). Análises da glicose, lactato, osmolaridade e nos íons foram realizadas na hemolinfa. As concentrações e os tempos não foram capazes de alterar a glicose, lactato, a osmolaridade e os íons. No entanto, o K+ e o Ca+2 apresentaram alterações dose e tempo dependentes, demonstrando que alguns metais presentes no MPA, podem alterar os sítios ativos e passivos de absorção/excreção destes íons, levando a distúrbios fisiológicos.