Fibras à mesa: Ingestão e Acúmulo de Microfibras Têxteis na Ostra Crassostrea gasar

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Laís Adrielle de Oliveira Santos
Letícia Fernanda da Silva
Beatriz Soares Lopes
Laura Lima Denardi
Milton Alexandre Cardoso
Paloma Kachel Gusso-Choueri
Fábio Ruiz Simões
Caio Rodrigues Nobre
Renata de Britto Mari

Resumo

Ostras desempenham papel ecológico essencial como filtradoras, mas essa função as expõe à ingestão de partículas suspensas, incluindo microfibras têxteis provenientes de atividades industriais e domésticas. Essas fibras, sintéticas ou naturais, persistem no ambiente e podem acumular-se em tecidos, liberando contaminantes e representando riscos à saúde dos organismos e à cadeia alimentar. O presente estudo investigou a ingestão de microfibras têxteis por Crassostrea gasar, avaliando brânquias, glândulas digestivas e demais tecidos, após exposições de 7, 14 e 21 dias a algodão convencional, algodão orgânico, poliéster e mistura, em duas concentrações (0,11 e 1,00 mg·L⁻¹), por meio de digestão química. Os resultados revelaram maior acúmulo na glândula digestiva, com predomínio de microfibras de poliéster. Os resultados indicam que este órgão é o principal local de retenção, sugerindo risco potencial à saúde das ostras e implicações para a cadeia alimentar

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