A EFETIVIDADE DOS TEMAS 1069 E 952 DO STF DIANTE DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA ALTERNATIVA POSSIBILITADA PELA IMPLEMENTAÇÃO DO PATIENT BLOOD MANAGEMENT (PBM) NAS ENTIDADES DE SERVIÇO DE SAÚDE

Conteúdo do artigo principal

Carolina Aparecida Galvanese de Sousa
Guilherme de Castro Machado Rabello

Resumo

O presente artigo analisa os recentes Temas 1069 e 952 do 
Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, firmados nos 
julgamentos que tratam da recusa ao uso de sangue por 
pacientes Testemunhas de Jeová, como decorrência do 
exercício de sua consciência, com base em objeções religiosas, 
ao explorar a intersecção entre o direito à liberdade religiosa, a 
autodeterminação do indivíduo, e a necessidade de proteção à 
vida e à saúde pública. À luz da interpretação dos precedentes, 
são colacionados os casos em que incide sua aplicabilidade, e 
as correspondentes condições para o atendimento da vontade 
manifestada pelo paciente, em prestígio dos direitos de todos os 
envolvidos no atendimento. Neste sentido o trabalho introduz, a 
partir do suporte fornecido pela medicina baseada em 
evidências, o conceito do Patient Blood Management (PBM), por 
se tratar de uma inovadora estratégia de abordagem técnica 
alternativa ao uso e gerenciamento do sangue, revelando alguns 
instrumentos existentes, eficientes e eficazes à terapia 
transfusional, cientificamente comprovados, que além de 
atender ao anseio do paciente objetor por escolha consciente também incorpora uma comprovada economia de recursos para 
o Sistema Único de Saúde (SUS). A discussão enfatiza que 
ambas as decisões do STF são exequíveis aos casos a que se 
dirige, quando o gestor de saúde incorpora de modo sistemático, 
dentro da instituição sob seu gerenciamento, a estratégia PBM. 
O estudo adota uma metodologia qualitativa, fazendo uso do 
método indutivo, de cunho exploratório, ancorado em material 
obtido nos sítios da Scielo, Science Direct, Reserchgate, 
PubMed, e Google Scholar a partir da pesquisa das palavras 
chaves abaixo, conforme apontam as referências ao final, além 
da análise documental dos acórdãos dos Temas 1069 e 952 do 
Supremo Tribunal Federal brasileiro, e o levantamento de casos 
em instituições de saúde com implementação exitosa do PBM.

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Biografia do Autor

Carolina Aparecida Galvanese de Sousa, Universidade Católica de Santos (UNISANTOS)

Bolsista CAPES. 
Doutoranda em Direito Ambiental Internacional pela Universidade Católica 
de Santos – UNISANTOS com Doutorado Sanduíche junto à Faculdade de 
Direito da Universidade de Lisboa, Portugal. 
Aluna Especial da Faculdade de Direito do Largo São Francisco - USP 2023. 
Mestre em Direito da Saúde - Dimensões Individuais e Coletivas pela 
Universidade Santa Cecília de Santos – UNISANTA. Graduada em Ciências 
Jurídicas e Sociais – Direito. 
Advogada. Pesquisadora. Professora Universitária. Membro Secretária da 
Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB Seccional de Santos/SP. 
Membro da Comissão de Meio Ambiente da OAB Seccional de Santos/SP. 
Membro do Grupo de Pesquisa em Direito e Política Espacial do Programa 
de Pós Graduação Stricto Sensu da Universidade Católica de Santos – 
UNISANTOS. E-mail: carolina.adv@adv.oabsp.org.br. Orcid: 
https://orcid.org/0000-0002-3208-3184. Vinculada à Universidade Católica 
de Santos – UNISANTOS. Lattes: http://lattes.cnpq.br/8902365090974156). 

Guilherme de Castro Machado Rabello, Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCor-HCFMUSP)

Diretor de Inovação do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da 
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCor-HCFMUSP). 
Coordenador de Patient Blood Management (PBM) da Associação 
Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH). 
Coordenador Iberoamericano da Sociedade Iberoamericana de Patient 
Blood Management (SIAPBM). Certificação internacional em Patient Blood 
Management pela Society for Advancement of Patient Blood Management 
(SABM) e Sociedade Iberoamericana de Patient Blood Management 
(SIAPBM). 
Graduado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de 
São Paulo. E-mail: guilherme.rabello@incor.usp.br. 
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-7100-7897. Vinculado à Universidade de 
São Paulo Faculdade de Medicina Hospital das Clínicas, Instituto do 
Coração. Lattes: http://lattes.cnpq.br/5521206547995820