Aspectos emocionais envolvidos na realização do diagnóstico de morte encefálica: uma experiência no Serviço Público Municipal de Santos-SP Roseane Carlos Cordeiro, Denise Marques Alexandre, Breno Ayres Chaves Rodrigues, Rafael Moreira Dardaque Mucinhato, Gisela Vasconcellos Monteiro, Laís Barreto Barbosa, Jessica Silva Gottschalk
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Resumo
Este ensaio pretendeu oferecer alguns elementos que indicam o quanto é complexo subjetivamente o processo de realização do diagnóstico de ME. Envolve diferentes atores e instituições e, do meu ponto de vista, embora a constatação da ME seja um diagnóstico de responsabilidade do médico, ele é, antes de tudo, uma construção coletiva. Embora os avanços no campo da captação de órgãos são indiscutíveis, a rotina do trabalho de lidar com a morte, em especial com a encefálica, provoca inquietações que são frequentemente verbalizadas pelos profissionais que trabalham em unidades de pacientes críticos e observadas pelas equipes de captação de órgãos. O diagnóstico de ME extrapola a mera realização de um procedimento técnico, pois provoca discussões filosóficas, éticas e bioéticas.