Triglicérides e lipoproteínas ricas em triglicérides na doença cardiovascular: uma visão atual Hermes Toros Xavier
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Resumo
É fundamental entender o papel das LRTG na carga aterosclerótica, suas características estruturais como conteúdo lipídico, apolipoproteínas, tamanho das partículas e seu tempo de remoção da circulação, são determinantes. Métodos mais específicos, que possam quantificar as LRTG, definir todas as subclasses e as diversas vias metabólicas que lhes dão origem, são necessários para esclarecer quais tipos de LRTG estão envolvidas na progressão da aterosclerose, além de esclarecer os mecanismos de ação e definir os potenciais alvos terapêuticos capazes de modular o metabolismo dos TG e suas interações. Devemos reconhecer que os fármacos atualmente recomendados para reduzir os TG, como fibratos e AG ômega-3, apresentam resultados contraditórios ou mesmo fúteis na redução do risco da DCV, seja em monoterapia ou na combinação com estatinas. As razões determinantes precisarão ser mais bem esclarecidas no futuro. E, finalmente, que modificações do estilo de vida, incluindo diminuição na ingestão de carboidratos, de álcool, do peso corporal e do tabagismo, são as principais medidas de controle dos TG, impactando positivamente no risco CV