CONTROLE DE QUALIDADE DE AMOSTRAS DE HARPAGOPHYTUM PROCUMBENS (GARRA DO DIABO), COMERCIALIZADAS NA CIDADE DE SANTOS, SP, BRASIL Nicole Mattos do Nascimento, Jose Eduardo Pandini Cardoso Filho
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Resumo
O costume do uso de plantas medicinais para fins de tratamento de doenças e alivio de sintomas vem desde a antiguidade, devido sua eficácia terapêutica e baixo custo. No entanto, em torno do século XX, houve a dissipação de uma forte linha cultural voltada para o consumo de medicamentos industrializados, o que trouxe um avanço muito grande em todos aspectos sociais e de saúde até os dias de hoje. Porém, em razão da atual busca por hábitos mais saudáveis e redução na ingesta de produtos sintéticos, o do uso de plantas medicinais conduz novamente a preferência de diversos povos do mundo inteiro. O proposito deste estudo foi avaliar se a matéria-prima vegetal, facilmente encontrada, em mercados, farmácias e lojas de produtos naturais na cidade da Santos/SP, atendem as especificações de qualidade descritos na literatura e demostrar a importância desse controle através de parâmetros já estabelecidos. Por meio de testes físico-químicos como, determinação do teor de materiais estranhos, umidade, cinzas totais e cinzas insolúveis. As análises de teor de materiais estranhos, cinzas totais e cinzas insolúveis estiveram dentro dos valores preconizados, porém a análise de teor de umidade foi a única etapa em que quase todas a amostras estudas tiveram seus resultados fora do recomendado pela monografia oficial da planta, o que revela uma certa deficiência no controle desse indicador pelos fabricantes, podendo este, em excesso, acarretar em contaminações microbianas ou hidrolise de princípios ativos com consequente perca de eficácia terapêutica.