Cáscara sagrada (Rhamnus purshiana DC): influência da forma de preparo do chá na extração do princípio ativo Elaine Cristina Lopes Guimarães Gibertoni, Walber Toma, Luciana Lopes Guimaraes

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Resumo

Considerando a necessidade de padronização de métodos para o preparo de chás e, levando em conta as instruções contidas na resolução ANVISA RDC 10/2010, o presente teve como objetivos a avaliação da forma de preparo do chá de cáscara sagrada (Rhamnus purshiana DC), planta medicinal com ação laxante, na extração do seu princípio ativo, 1,8-Diidroxiantraquinona. Cáscara sagrada na forma de droga vegetal (cascas do caule), destinada ao preparo de chás, foi adquirida de três fabricantes em farmácias de manipulação, localizadas na cidade de Santos/SP. Foram utilizados no presente estudo dois métodos extrativos para o preparo dos chás de Cáscara Sagrada: decocção (estabelecido na RDC 10/2010) e infusão, métodos populares no preparo de chás. As extrações foram realizadas de acordo com a proporção recomendada pela RDC 10/2010 de 0,5 g planta seca/150 mL de água e também foram realizadas de acordo com as recomendações dos fabricantes, constando nos rótulos de cada marca. O teor do princípio ativo (antraquinonas) das preparações foi determinado por leitura em espectrofotômetro em 490nm, utilizando o padrão de 1,8-diidroxiantraquinona para construção da curva de calibração. Foram também avaliadas as informações contidas nos rótulos dos chás, de acordo com a RDC 10/2010.  Os resultados obtidos no presente estudo demonstraram claramente a influência do modo de preparo do chá de cáscara sagrada na extração do princípio ativo (antraquinonas), seja por diferenças na proporção droga vegetal/água ou ainda no modo de preparo (decocção vs. infusão). Dos três fabricantes analisados, apenas uma marca se encontrava mais próximo das recomendações de preparo de acordo com a RDC 10/2010, assim como na disponibilização das informações no rótulo de acordo com a mesma resolução. Os dados obtidos neste estudo indicam que maior fiscalização deveria ser aplicada à comercialização de chás à fim de se evitar problemas como a ausência do efeito terapêutico desejado ou ainda a intoxicação do usuário.

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