Índice de aterogenicidade plasmática como marcador integrador de risco cardiovascular em pacientes com hipertensão arterial

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Nilton Rosini
Marcos José Machado
Edson Luiz da Silva
Hermes Toros Xavier

Resumo

Fundamento: O índice de aterogenicidade plasmática (AIP), definido como o logaritmo da razão triglicerídeos/HDL-colesterol, tem sido proposto como marcador integrado da aterogenicidade plasmática, refletindo alterações qualitativas das lipoproteínas e associando-se ao risco cardiovascular.


Objetivo: Avaliar se o AIP agrega valor à estratificação do risco cardiovascular em pacientes com hipertensão arterial, por meio de sua associação com variáveis bioquímicas cardiometabólicas clássicas.


Métodos: Estudo transversal envolvendo 330 adultos com hipertensão arterial em tratamento regular. Após jejum de 12–14 horas, foram dosados triglicerídeos, HDL-colesterol, apolipoproteína A1, apolipoproteína B e ácido úrico. O LDL-colesterol foi calculado pela fórmula de Friedewald, o tamanho estimado das partículas de LDL foi obtido pela equação 26,262 − 0,776 (TG/HDL-C em mmol/L), a relação apoB/apoA1 foi determinada e o AIP foi calculado como log (TG/HDL-C). Os participantes foram classificados em AIP normal (≤0,10) ou alterado (>0,10). As diferenças entre os grupos foram avaliadas pelo teste t de Student, considerando-se p<0,05 como significativo.


Resultados: Dos 330 pacientes, 53,6% apresentaram AIP alterado. Valores mais elevados de LDL-colesterol, ácido úrico e relação apoB/apoA1, bem como menor tamanho estimado das partículas de LDL, estiveram significativamente associados ao AIP alterado (p<0,05).


Conclusão: O índice de aterogenicidade plasmática mostrou associação consistente com múltiplos marcadores cardiometabólicos adversos, sugerindo que agrega valor à predição do risco cardiovascular em pacientes com hipertensão arterial.

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