CRISE NOS PARADIGMAS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA SONIA LAIDE LACERDA NEVES, ABIGAIL MALAVASI, Michel da Costa
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Resumo
Esse texto é resultado de estudo, leituras e de discussões realizadas durante as aulas da disciplina “Educação Inclusiva no Ensino Fundamental”, do curso de Mestrado Profissional em Práticas Docentes no Ensino Fundamental, da Universidade Metropolitana de Santos - UNIMES, das observações realizadas, nas vivências escolares, ao longo dos meus vinte e oito anos de carreira, na Educação. Pensando na crise de paradigmas da Educação Inclusiva, procurou-se responder às seguintes indagações: O que as pessoas pensam sobre inclusão, seria ela uma ação para acolher os alunos com deficiência, na escola, colocando-os nas mesmas condições dos demais? O que de fato seria “incluir”, dar a todos o direito de igualdade, sem levar em consideração as especificidades de cada um? Direito sem condições de acesso, que tipo de inclusão é essa? Para elucidar essas questões utilizou-se como referencial teórico Mantoan (2003) e Carvalho (2014). O estudo realizado levou-nos ao entendimento de que há um longo caminho a percorrer, para que haja um entendimento pleno do que de fato é inclusão e que é responsabilidade da escola auxiliar nesse percurso. Há que se destruir muitas barreiras e paradigmas para que de fato tenhamos uma escola, uma cidade, um país inclusivo, pois a acessibilidade não está vinculada apenas ao ensino-aprendizagem, à escola e às pessoas com deficiência, ela passa pela urbanização, pelo transporte, pela arquitetura, atravessa a comunicação, as informações e as atitudes, além das tecnologias.