A INFLUÊNCIA DA PERCEPÇÃO SUBJETIVA DA PASSAGEM DO TEMPO NA DINÂMICA DAS RELAÇÕES AFETIVAS E SEUS EFEITOS NA SAÚDE MENTAL EM JOVENS DA GERAÇÃO Z
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Resumo
O presente estudo analisa a influência da percepção subjetiva da passagem do tempo na dinâmica das relações afetivas e seus efeitos sobre a saúde mental entre jovens da geração Z, no contexto do avanço tecnológico e da cultura digital. Com base na teoria da Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman, o trabalho investiga como o imediatismo e a busca por estímulos constantes moldam vínculos frágeis, descartáveis e ansiosos. A pesquisa adotou uma abordagem quantitativa por meio de um questionário elaborado no Google Forms, com 23 participantes de 18 a 21 anos. As perguntas, estruturadas em escala de concordância, abordaram eixos como percepção temporal, qualidade das relações e impactos psicológicos do uso de redes sociais. Os dados revelaram que 88% dos jovens não utilizam aplicativos de namoro, mas 96% consideram que o consumo de conteúdos curtos altera a percepção do tempo, gerando aceleração emocional e ansiedade. Além disso, 84% acreditam que as relações atuais são mais breves que as de gerações anteriores, e 48% relatam incômodo com atrasos na comunicação virtual. Esses resultados indicam que a liquidez das relações transcende o uso de aplicativos, manifestando-se como um padrão de funcionamento subjetivo marcado pela pressa e pela superficialidade. Conclui-se que o avanço tecnológico e a aceleração social afetam diretamente a maneira como jovens da geração Z percebem o tempo e constroem seus laços afetivos, contribuindo para a intensificação de sintomas de ansiedade e apatia. A hipótese inicial foi parcialmente confirmada, sendo necessário aprofundar futuras investigações com amostras mais amplas e diversificadas.