GESTÃO AMBIENTAL PORTUÁRIA PRIVADA E PÚBLICA NO CENÁRIO BRASILEIRO: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O PORTO DO AÇU (RJ) E O PORTO DE FORTALEZA (CE) FERNANDO RIBEIRO DOS SANTOS, KLEBER DUARTE SOARES, MOISÉS SANTOS DE CARVALHO, MURILO ANDRADE FELIX, YURI AMORIM MANDU DA SILVA
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Resumo
No contexto brasileiro, as práticas de sustentabilidade em portos públicos e privados possuem regulamentações, muitas vezes, distintas. Portos públicos, sob controle governamental, enfrentam normas rigorosas e pressão para cumprir requisitos ambientais, enquanto os portos privados, com maior flexibilidade devido à propriedade privada, buscam estratégias alinhadas aos seus interesses econômicos, resultando em abordagens de gestão ambiental diferentes. Assim, o presente artigo se concentra na análise de dois casos específicos, o Porto do Açu, que opera sob administração privada, e o Porto de Fortaleza, que está sob gestão pública. Destarte, o objetivo geral da pesquisa é compreender as práticas sustentáveis de um porto privado e público. Especificamente, objetiva-se comparar as práticas dos portos por meio dos seus relatórios de sustentabilidade e do Índice de Desenvolvimento Ambiental (IDA), o qual é regulado por uma agência vinculada ao Governo Federal. Para tanto, a metodologia adotada é de abordagem bibliográfica e comparativa, utilizando os relatórios de sustentabilidade emitidos pelos referidos portos nos anos de 2020, 2021 e 2022 como fonte de pesquisa. Desse modo, os resultados obtidos indicam que o Porto do Açu possui mais relevância e estratégias sustentáveis do que o Porto de Fortaleza. Além disso, com base nos dados do IDA, há variações no desempenho ambiental dos portos, sendo que, em 2021, o Porto de Fortaleza superou o Porto do Açu em alguns indicadores. Entretanto, comparando os dados em si, considerando a classificação geral entre os portos, o Porto do Açu ainda se mantém mais próximo dos parâmetros de sustentabilidade estabelecidos.