Análise estrutural de torres patológicas e de iluminação das praias da cidade de Santos Fernanda PHR Santos, Marcelo R. de Paula Dias, Salvador R. de Medeiros, Silvio José V. Vicente, Orlando Carlos B. Damin

Conteúdo do artigo principal

Resumo

A agressão ao concreto por carbonatação e íons cloreto em áreas costeiras pode causar corrosão da armadura, este fenômeno requer atenção especial pois em ambientes marinhos, a atmosfera salina é impregnada principalmente por íons cloreto. Estes íons são absorvidos pelos poros da estrutura e posteriormente difundem-se em direção à armadura do concreto. A taxa de corrosão da armadura é acelerada no caso do concreto carbonatado e submetido à atmosfera salina. O concreto carbonatado reduz o nível crítico de cloreto necessário para que ocorra a corrosão, e quando a armadura é atingida, o poste deve ser recuperado ou substituído. O fator predominante para a carbonatação que há é a presença de dióxido de carbono (CO2) no ar, visto a mobilidade das estruturas de íons cloreto no mar, são eles: distância da estrutura em relação à orla marítima, velocidade e direção dos ventos, umidade relativa, relação água/cimento utilizada na preparação do concreto, composição do agregado, porcentagem de tricalcium aluminato presente na pasta de cimento e temperatura. Objetivou-se avaliar a profundidade crítica de carbonatação e o teor de cloretos nos pilares (torres) de concreto da orla da cidade de Santos. Foram coletadas amostras para determinação da profundidade de carbonatação e do teor de cloretos em laboratório. Por fim, os resultados foram comparados com os níveis de deterioração estabelecidos pelo CEB Bulletin 162 - Comite EuroInternational du Beton (1983), e os prescritos e aceitáveis ​​na NBR 6118 (2007), verificando-se que os pilares necessitam de intervenções imediatas. Observou-se que a carbonatação leve variou inversamente com a profundidade da amostra, não variando em função da posição do furo. A concentração de cloro foi independente da posição e profundidade da amostra, tendo como provável fonte as torres na fabricação, obtendo-se resultados abaixo do máximo permitido por diversos autores (0,4% em peso de cimento). 

##plugins.themes.bootstrap3.displayStats.downloads##

##plugins.themes.bootstrap3.displayStats.noStats##

Detalhes do artigo

Seção

Artigos