Espectroscopia Raman utilizada na análise da degradação de óleos lubrificantes automotivos causada pela temperatura Andressa Cristina de Mattos Bezerra, Landulfo Silveira Jr., Marcos Tadeu Tavares Pacheco, Nelize Maria de Almeida Coelho, Dorotéa Vilanova Garcia
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Resumo
Para garantir a segurança e o bom funcionamento dos veículos automotores, é necessário estar com a manutenção em dia. Visando o funcionamento correto do motor, manter a integridade das peças móveis e otimizar o seu desempenho, é exigido o uso de óleos lubrificantes com especificações adequadas a cada tipo de motor. A grande variedade de marcas, tipos e especificações de óleos ampliou o leque de opções ao consumidor, pois algumas marcas e tipos atendem ou mesmo superam as especificações dos fabricantes. Devido ao tempo de uso do automóvel, o óleo lubrificante vai perdendo suas propriedades de lubrificação e proteção, e sua troca é necessária, sendo que muitas vezes esta troca está baseada em fatores como coloração e viscosidade, ou até mesmo por recomendação do fabricante do automóvel. A fim de avaliar a degradação do óleo em função da temperatura a que está submetido, o trabalho teve como objetivo realizar uma avaliação preliminar da degradação de dois tipos de lubrificantes, sintético e semissintético de uma mesma marca, utilizando a espectroscopia Raman com excitação em 830 nm. Os resultados demostraram que foi possível identificar diferenças nas intensidades dos picos Raman em 1300 e 1440 cm-1, atribuídos a vibração de torção de metileno (-CH2-) e deformação CH2/CH3, respectivamente, após 16 h de aquecimento à temperatura média de 125,4 °C para as primeiras 8 h e 127,5 ºC para 8 h seguintes.